História da Freguesia
História da Freguesia
A origem do nome Queluz, segundo David Lopes, deriva do árabe quê ou cã, que significa “vale estreito” ou “leito de rio”, e lûz ou llûz, que significa “amendoeira”, tese perfilhada por José Pedro Machado.
Outrora um cenário campestre, de terrenos férteis e muita água, Queluz é hoje a primeira cidade do Concelho de Sintra, um espaço urbano, histórico e uma mais valia em termos de valor patrimonial.
A antiga Freguesia de Queluz abrange uma área de 3.6 Km2 e integra, juntamente com as Freguesias de Monte Abraão e Massamá a Cidade de Queluz e uma das 20 freguesias que constituem o Concelho de Sintra.
No que respeita ao carácter sócio-económico de Queluz, a freguesia caracteriza-se por uma actividade essencialmente de comércio e serviços, maioritariamente familiares. Existem cerca de 500 estabelecimentos, a par de 3 centros comerciais.
De acordo com os Censos 2011, Queluz tem um total de 26248 residentes, maioritariamente composto por mulheres. Quanto ao grupo etário, a faixa de idades compreende-se entre os 25 e os 64 anos.
Para conhecer melhor a população da Freguesia de Queluz consulte aqui alguns Dados Estatísticos dos Censos 2011.
A 29 de Junho de 1925, o lugar de Queluz é desanexado da Freguesia de Belas (Artigo 1.º da Lei n.º 1:790, de 29 de Junho de 1925), permitindo criar sede própria, em 18 de Setembro de 1961 a sua importância crescente guindou-a a Vila e a 20 de Junho de 1997 ganhou finalmente o estatuto de cidade (Lei n.º 88/97 de 24 de Julho), que é constituída pelas freguesias de Massamá e Monte Abraão.
Desde 29 de Junho de 2001 que a Junta de Freguesia de Queluz tem Sede nas instalações da Rua Conde de Almeida Araújo.
Em 2012, no âmbito da reorganização administrativa nacional, a freguesia de Queluz foi unida com a Freguesia de Belas, formando a nova freguesia denominada “União das Freguesias de Queluz e Belas”. Esta união visava a otimização da gestão administrativa e a racionalização de serviços, embora a identidade histórica e cultural de cada território fosse preservada.
Em 2025, a união chegou ao fim, com a restituição da autonomia de cada freguesia, devolvendo a Queluz a sua estrutura administrativa original e independente. Assim, Queluz mantém-se hoje como uma freguesia autónoma, com história própria, continuando a desempenhar um papel relevante no Concelho de Sintra e preservando a sua identidade urbana e cultural.
Origens e ocupação pré-histórica
Desde tempos imemoriais, fixaram-se gentes em Queluz. Por aqui passaram muitos povos que, juntamente com os habitantes originários desta zona, deram origem ao povo português.
Subsistem vestígios importantes de ocupação pré-histórica, como antas e dólmens, que atestam a presença humana desde há milhares de anos.
Queluz rural e a transformação em local de veraneio
Ao longo da história, Queluz foi valorizada por muitas civilizações, que transformaram os cultivos férteis em sustento para os habitantes. Com o tempo, o território rural tornou-se um local de veraneio, com a construção de diversas quintas e a substituição de densas matas por belos jardins.
O Palácio Real e a presença da corte
Num desses edifícios seiscentistas, o Palácio do Marquês de Castelo Rodrigo, posteriormente adquirido pela Coroa, foi erigido o Palácio Real.
Após intervenções barrocas, o palácio tornou-se a residência favorita da corte, que nele se estabeleceu com frequência, especialmente após o terramoto de 1755.
A presença da corte impulsionou o desenvolvimento urbano. Os trabalhadores do Paço fixaram-se nas imediações do Palácio, dando origem ao Bairro Conde de Almeida Araújo. A população, antes habituada à vida campestre, passou a adotar um modo de vida mais cosmopolita.
O impacto do caminho-de-ferro
A abertura do caminho-de-ferro trouxe a Queluz um desenvolvimento extraordinário, que se manteve ao longo do século XIX. A freguesia tornou-se simultaneamente num espaço agrário e de lazer.
A ocupação burguesa proporcionada pelo caminho-de-ferro deu um novo impulso à freguesia, atraindo cada vez mais habitantes.
Queluz como cidade
Freguesia há já 100 anos, Queluz manteve-se uma povoação progressista, transformando-se na primeira cidade do Concelho de Sintra.
Hoje, Queluz acolhe o mais valioso dos patrimónios: as pessoas que aqui habitam e que aqui permaneceram ao longo do tempo, que aqui trabalham e cuidam da cidade.
Para conhecer um pouco mais da Freguesia de Queluz e das Instituições que operam no seu terrotório de Queluz consulte nota informativa e os Censos 2021 que, no entanto, ainda reportam à União das Freguesias de Queluz e Belas e não somente Queluz.
(nota informativa em anexo)
Hieráldica
De acordo com as normas preconizadas pelo Instituto Português de Heráldica, instituição encarregue de aprovar símbolos de diversas entidades, públicas ou privadas, o Brasão da Freguesia de Queluz foi aprovado pela Junta de Freguesia pela Assembleia de Freguesia e pela Associação de Arqueólogos Portugueses e publicado em Diário da Republica de 2 de Março de 2001 – III Série, com o n.º 52.
Escudo de prata – simboliza a humildade e a riqueza dos naturais da terra.
A amendoeira – origem etimológica de Queluz, assenta nos vocabulários árabes “Qa Al Luz”, que significa “Vala da Amendoeira”;
Os dois crescentes de prata – significam os dois povoados moçárabicos (Queluz e Massamá) e revela a permanência muçulmana na região.
As três quinas – são referência à presença da Família Real, que aqui constituiu um maravilhoso palácio; simboliza a ascensão da grandeza de Queluz.
Campanha ondada de azul – é uma referência aos cursos de água que atravessam a freguesia.
Brasão e Bandeira
| O escudo é encimado por uma coroa mural de prata, apresentando 4 torres (por ser freguesia), sob o escudo um listel de cor branca e com letras negras, organizadas numa única linha, com o nome Junta de Freguesia de Queluz. O escudo é português, de prata, amendoeira de verde, troncada e arrancada de negro, frutada de ouro, entre dois crescentes de vermelho, o da dextra volvido e o da sinistra voltado, em chefe três escudetes de azul postos em faixa, carregados de cinco besantes de prata, em ponta três faixetas ondeadas de azul. | |
| A Bandeira, conforme a norma, é rectangular para uso em mastro ao ar livre ou como pendão, de interior ou de parada. O fundo, sobre o qual se aplica o brasão) é esquartelado de verde e amarelo, cordões e borlas de ouro e verde. | ![]() |


